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Eita Bermuda!

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Quando eu era mais novo, sair de casa de bermuda a noite era coisa de vagabundo, daqueles vagabundos bem descarados. Andar de chinelo então, só sendo maloqueiro mesmo. Exageros a parte era mais ou menos assim. Quando tinha que sair a noite para alguma festa, a bermuda amargava um canto VIP na gaveta, a não ser que fosse, assim, algo de menor importância, uma visitinha. E olhe que lá onde eu morava sentia-se frio quando os termômetros registravam 26 graus. É um calor desgraçado. Mesmo assim, nada de bermuda. Eu odiava isso. Pense em um calor insuportável. A perna começava a suar e logo ficava irritado. Porém meus pais logo reclamavam se pensasse utilizar a despojada vestimenta como amenizador do tórrido clima noturno. Aliás, muita gente olhava de cara feia. “Vixe, que coisa de maloqueiro, tá desarrumado viu?” De dia tudo bem. De noite nunca. Engraçado como estas coisas marcam a gente de uma maneira incrível. Antes que alguém fale que isto é coisa do passado ou de cidade pequena, gostari...

Confiança na Guarda

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    E lá pelas tantas, cá estava eu suando, esbaforido de cansaço. O ar pesava para entrar e sair do corpo. O treino havia iniciado há pouco tempo, porém após alguns rounds desferindo golpes no saco, o corpo já emitia sinais de cansaço. Bater cansa muito, mas apanhar cansa muito mais. Por isto eu tentava me manter ativo o máximo possível nos treinos. Minha guarda já estava razoavelmente boa, faltava melhorar a potência dos socos e, naquele dia, o professor insistia bastante neste assunto. Sou o mais fraco e lento do treino, porém, sinceramente, isto não me abala nenhum um pouco. Pelo contrário, mais de um ano após iniciar o boxe já vi muita gente entrar e desistir com menos de um mês de suor. Continuar me põe no mesmo patamar dos mais antigos, nos iguala em pelo menos uma característica: a persistência. Os demais iniciantes foram desistindo, um a um, semana após semana. Alguns cansaram de pular corda, outros não suportaram a ardência que sentimos no braço para manter a guarda ...

Decidir

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Expectativas

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Expectativas. O que seria isto? Hum... talvez: EXPECTATIVA = EX + PERSPECTIVA. EX de EXterna? Ou será de antiga? Vou ficar com a externa mesmo. É uma perspectiva, uma percepção externa. Engraçado pensar em "externa" pois a expectativa é nossa, ela é de quem cria a percepção. Mas é externa ao alvo. Bem externa na verdade. Muitas vezes é um julgamento baseado em um conjunto limitado de informações. Vamos ser sinceros, o conjunto de informações sempre é limitado. A grande questão é o que fazemos  com este conjunto. Julgar? Sempre, todos. Mas... e qual é a nossa ação a partir do julgamento? Em que momento e com que quantidade de informações cada um externa esta percepção? Com que intensidade e frequência divulga-se suas perspectivas limitadas? Como isto norteia nossas ações? Já pensou que transformamos pessoas boas em más, simplesmente por conta de nossas expectativas? Nada haver com o cidadão em questão (ou cidadã!), apenas com nosso próprio mundo egocêntrico, "eu-centrado...