Ser Brega




Posso, ou mesmo podemos, passar um tempo falando de qualquer coisa.


Qualquer tema.


Há poucos segundos esta página estava em branco. Um universo de possibilidades se punha a frente de qualquer pessoa. Agora este universo ainda é infinito, mas existe um caminho. 


De alguma forma, cada um imagina por onde vamos seguir nas próximas palavras.


Muito difícil, penso, é falar sobre sentimentos. Falar sobre eles sem ser brega, isso sim é um verdadeiro 
desafio. Discorda? Escolha e tente: amor? Pufff... batido. Medo? Descreva por favor... Ansiedade? Você teria concentração para detalhar?


Enfim, uma infinidade de sentimentos. Mas falar deles sem ser brega é um desafio.


É um medo de ser brega, cafona, bobo, abestalhado. É um medo que todo mundo que escreve ou fala possui. Mesmo quem se diz desapegado.


Ser brega é brega. Ter medo é mais do que natural.


Ansioso por começar? Manter um ritmo, uma cadência. Quem é ansioso, ou mesmo aquele que, somente, está ansioso sabe bem como é isso. Seu coração já foi e voltou, sua mente imaginou e refletiu, mas ainda nada aconteceu. Ser ansioso é ser brega.


Amor... Chega! Falar de amor seria demais. Brega demais. Resultado de todos os sentimentos: medo, ansiedade e todos demais. É ser brega demais.


Porém, mais brega é se ausentar deste tema. De todos eles.


Ser brega é ser feliz.


Qualquer dia desses, escrevo sobre eles.


E como já dizia o Rei:


 “Quem não bregar, está morto”.

                                         Reginaldo Rossi.




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